Ampliando Horizontes Através da Inteligência Cultural

 

 

Conhecer e falar sobre outras culturas é uma grande paixão que tenho  há muitos anos e que  desenvolvi através de viagens de lazer, negócios e estudos. Por isso, fiquei muito feliz e honrada com o convite da Think Global para participar de suas publicações.

 

Maria Helena Afonso

mariahelena@dbitrade.com.br

 

 

Pretendo dividir com vocês muitas curiosidades e informações sobre outros povos e, espero que elas sirvam para ajudá-los a desenvolver sua Inteligência Cultural. Tornar-se culturamente inteligente não significa que devemos renegar a nossa formação cultural e  sim mudar nosso comportamento e a maneira como vemos os outros. Devemos aprender a aceitar as diferenças e aprender com elas. Costumo sempre dizer que não existe cultura errada e sim cultura diferente da nossa, e devemos respeitá-la acima de qualquer coisa. Nossos modelos mentais tem que ser analisados, trabalhados e de preferência, mudados.

 

 A Inteligência Cultural (IC) tem sido discutida e analisada com o intuito de mostrar que ao adquirirmos uma nova forma de ser e de pensar que se adeque a outro país ou cultura, nos tornamos mais  inteligentes culturamente. Faz parte também desse processo, entendermos a diversidade dentro do nosso próprio país.

 

Segundo David Livermore, consultor na área de IC, ela é considerada uma habilidade e serve de bússola para nos guiar pelo mundo globalizado da liderança e  incorpora a capacidade de interagirmos efetivamente através de cenários multiculturais distintos. Ela nos transforma em  uma pessoa culturalmente adaptável e nos permite comunicar e negociar melhor tornando-nos eficazes ao tomarmos decisões com outros povos. Ajuda-nos a liderar e motivar pessoas de culturas diferentes e administrar nossas carreiras internacionais. A partir do momento em que nos moldamos, gerenciamos e agregamos valor com equipes multiculturais, nossa vantagem competitiva aumenta e podemos alcançar o sucesso almejado.

 

Tem pessoas que acham que não precisam e nunca vão interagir com outras culturas. Tem outras que acham que somente viajar e visitar vários países ajudam na construção da inteligência cultural.  Viajar somente não é sinônimo de aprender as competências necessárias para interagirmos de maneira adequada e eficaz.  Além disso, temos  também de nos lembrar que podemos  ter trabalhadores e imigrantes na nossa empresa que vieram do exterior, negócios com outros países na área de comércio internacional ou convite para irmos trabalhar e morar fora.

 

O desenvolvimento da nossa IC permea pela dimensão motivacional, vontade de ter energia e a autoconfiança para entender e planejar um projeto intercultural; dimensão cognitiva, o conhecimento de questões culturais; dimensão metacognitiva, que nos permite planejar e interpretar um fato novo e finalmente, a dimensão comportamental, que nos conduz à ação e capacidade de trabalhar uma liderança flexível e eficiente para o projeto.

 

A IC é uma aprendizagem transformacional que pode ser reforçada pelo Coaching Intercultural ou pelo Alto Desempenho de Relacionamento Intercultural, como eu chamo. Esse processo agiliza o aprendizado e ajuda a criar métodos novos para uma adaptação cultural.

 

Não podemos nos esquecer que a cultura tem impacto nas nossas atividades diárias, a forma como vemos o tempo, como pensamos, como nos organizamos, definimos objetivos, nos relacionamos com o poder, etc. O  ADRI – alto desempenho de relacionamento intercultural é uma grande ferramenta que auxilia a acelerar esse processo e sedimentá-lo.

 

Adaptar-se à outras culturas é uma mudança de paradigma, é criar uma amplitude de observação e pensamento, que deve ser levada em conta na vida particular, profissional e empresarial de uma pessoa.

 

Esse assunto é vasto e muito instigante sendo preciso mais tempo para discorrermos sobre ele, mas uma coisa podemos garantir: aprender sobre outras culturas irá  nos tirar da nossa Zona de Conforto e para isso precisamos realmente ter vontade de navegar por outros mares e terras.