Cultura.jpg
Think Global AC.jpg

Por  Maria Helena Afonso

mariahelena@dbitrade.com.br

 

Minha cabeça fervilha com tanta informação e curiosidades que eu quero  passar para todos, mas  como isso não é possível em uma única vez,  resolvo colocar meus pensamentos em ordem e organizar as informações.

Falar sobre a cultura dos aborígenes australianos?? Não, no momento não me parece tão atrativo assim;  sobre um lugarejo da China, Loshui, onde as mulheres é quem mandam? Corro o risco de parecer muito feminista e como estou apenas começando, melhor deixar para o futuro.

 

Penso que devo começar falando sobre o significado da palavra cultura, que vem do latim colere, que significa cultivar. Temos muitas definições para essa palavra, entre elas a de Edward B. Tylor, que classifica cultura como uma reunião de conhecimento, crenças, arte, moral, lei, costumes e outros hábitos e capacidade adquiridos pelo homem como membro da sociedade.  Confúcio por sua vez quatro séculos antes de Cristo disse: “ A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantêm separados”.

 

Outros autores, entre eles Hofstede dizem que a cultura é uma programação mental (software of  the mind), onde as pessoas conservam os sentimentos, formas de pensar e agir que aprenderam durante toda a sua vida. Somos programados desde a hora em que nascemos.

 

Como aprendermos sobre os outros?

 

Quando pensamos em diferenças culturais devemos nos lembrar de valores, conceito de mau e bom, certo e errado, bonito e feio etc., que  são difíceis de serem mudados e costumam ficar no nosso inconsciente sempre. Uma das maneiras de conhecermos os valores de uma cultura é observando o comportamento das suas pessoas.

 

Rituais também fazem parte do estudo sobre outros povos e formas de agir. Como eles se  cumprimentam, como executam suas  cerimônias religiosas, tais como casamentos, batizados, funerais, etc. Filmes podem nos ajudar bastante para termos uma ideia e aprendermos noções sobre o assunto. Alguns pequenos exemplos: Casamento à Indiana; Casamento Grego e  a Partida, filme que trata de um rapaz  no Japão que foi contratado para ser assistente de um agente funerário, o que significa que terá que manipular pessoas mortas. No início ele tem nojo do que faz, mas aos poucos ele passa a compreender melhor a tarefa de preparar o corpo de uma pessoa morta para que tenha uma despedida digna. Percebemos no filme  como os japoneses lidam com a morte e com a dignidade humana até depois de mortos.

 

E para finalizar nosso papo de hoje sobre como aprender sobre outras culturas temos os símbolos. 

 

De acordo com David Fontana no seu livro A Linguagem dos Símbolos, o ser humano tem a habilidade nata de pensar em termos de símbolos e signos.

 

O "símbolo" é um elemento essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo quotidiano e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um determinado grupo ou contexto (religioso, cultural,  etc.).

 

Nossos horizontes intelectuais são culturalmente determinados. Diferentes crenças e práticas sociais, assim como ambientes distintos (entre eles o clima, a paisagem, a flora e a fauna) podem levar à construção de conscientes e subconscientes próprios a cada lugar e cultura.

 

Todos os povos têm seus símbolos. Qual é o seu e o da sua cultura?

 

Vale a pena nos dedicarmos ao estudo dos símbolos quando estamos desenvolvendo a nossa Inteligência Cultural.