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Com aproximadamente 1 bilhão de habitantes, a África é o segundo maior continente em população, dividido numa infinidade de etnias, culturas e oportunidades de negócios em mercados que crescem a todo vapor.

 

Rodrigo Solano

rsolano@thinkglobal.com.br

 

Axé, orixás, samba e acarajé estão entre algumas das nossas várias heranças do continente africano. Refletem, porém, uma pequena parte do legado africano no Brasil oriundo do sul da Nigéria e do Benim, uma realidade cada vez mais distinta da África de hoje. O Diretor de Relações Internacionais e Institucionais da Afrochamber (Câmara de Comércio Afro-Brasileira), Fernando Jacinto, conhece profundamente o mercado africano e as oportunidades de negócio. Separo aqui alguns destaques de uma recente conversa com ele, além de informações pesquisadas em fontes aqui citadas.

 

África Árabe e África Subsaariana: No norte da África estão países como o Marrocos, a Argélia e o Egito e fazem parte da África Árabe, países que, embora com diversas outras etnias, têm em comum a língua árabe como oficial. Ao sul, África Subsaariana com mais de 40 países, representando uma enorme diversidade étnica.

 

Principais mercados: É difícil falar de principais mercados num continente tão vasto e com inúmeros países. Em termos populacionais, sem dúvida, a Nigéria e o Egito apontam como importantes mercados. Fernando Jacinto ressalta, porém, que os mercados nos países africanos estão se desenvolvendo muito rapidamente.  Ele menciona a Etiópia e o Quênia, país onde já existem centros urbanos com um cenário de negócios semelhante a, por exemplo, avenida Paulista, em São Paulo. E esta realidade se multiplica em diversas regiões do continente. 

 

Línguas: Com base no livro de frases da editora Lonely Planet, além das línguas dos colonizadores (principalmente inglês, francês e português) existem por volta de 1000 línguas no continente. Entre as de maior importância estão o suaíle ou swahile falado principalmente na Tanzânia e no Quênia como língua franca; o hauçá, falado no norte da Nigéria que é língua franca nos negócios da região noroeste africana; e o iorubá, também conhecido por candomblistas no Brasil, que é falado por algumas dezenas de milhões de pessoas no sul da Nigéria.  

 

Vale também ressaltar algumas curiosidades. O africâner ou afrikaans, como é conhecido localmente, não é uma língua africana, mas indo-européia. A grosso modo é uma modalidade do holandês falada majoritariamente pela população branca na região sul da África. Outra língua que merece destaque é o amárico falado na Etiópia, que assim como o hebraico e o árabe é uma língua semita e tem escrituras cristãs próprias. Falar algumas palavras nas línguas locais pode trazer simpatia e ganhar pontos numa negociação comercial.

 

Oportunidades de Negócio Segundo o diretor da Afrochamber, as oportunidades são diversas, mas ele destaca alimentos processados, maquinários e exportação de educação vocacional. “Existem grandes oportunidades para sistemas como SENAI, EMBRAPA e para a indústria das técnicas” destaca. É comum que nestes países exista um conceito de parceria para as exportações. É preciso exportar junto com os produtos também o conhecimento de como usá-los, o que é mais importante na indústria de maquinários.

 

Ambiente de Negócios e Fatores Culturais: Pesquisador e escritor de negociação, Frank L. Acuff observa que o ambiente de negócio na África Subsaariana é caracterizado pela diferença social, concentração de renda e uma influência europeia nas grandes metrópoles pulverizada pelas tradições tribais. Ainda segundo o autor, parte significativa dos executivos da região tende a ser pontual, as decisões dependem de grupos e, muitas vezes, sofrem influência de extensa burocracia. Costumam ser amistosos e simpáticos e a proximidade física é grande durante os encontros. Pessoas mais velhas costumam ser bastante respeitadas.

 

O Brasil ainda é um mero desconhecido no continente: Salvo Angola e Moçambique, que falam o português e por isso buscam produtos, serviços e entretenimento do Brasil, no restante do continente o país é virtualmente desconhecido pela maior parte da população. “A visão que os africanos têm de nós é semelhante à visão que temos deles, de subdesenvolvidos, ambas inexatas” afirma o diretor da Afrochamber. “É preciso fazer mais para que o Brasil seja percebido e tenha acesso às inúmeras oportunidades comerciais existentes”, acrescenta.

 

 Maria Luiza Abbott, diretora da agência britânica AJA Solutions, parceira da Think Global e que produz pesquisas de mercado e serviços de comunicação, confirma: “Assim como acontece em outras regiões do globo, empresas brasileiras são pouco conhecidas na África, como constatamos num estudo que realizamos recentemente. A exceção são as grandes companhias que têm forte presença em Angola e Moçambique e são conhecidas nesses dois países”. Ela observa, porém, que há muito espaço para crescer a presença brasileira no continente, como indicam trabalhos recentes feitos pela AJA com seus parceiros na África do Sul e consultores especializados em África, sediados em Londres.

 

Estes são apenas alguns dos vários aspectos a serem explorados neste enorme mercado repleto de oportunidades. Estar próximo de organizações como a Afrochamber, ter informação de mercado e uma estratégia de marketing internacional pode potencializar as chances de sucesso.

 

Para mais informações sobre a África: 

 

Afrochamber

 

 

 

 

 

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